Estórias como Medicina – Contos de Fadas, Mitos e Outras Pérolas

Mulheres correndo com os lobos e transformando a si mesmas e ao mundo!

Essa é a minha visão de um futuro próximo. Um futuro que se une ao passado através das histórias. Histórias-mapa que nos levam ao tesouro mais valioso: à nossa essência sagrada, ao nosso Sagrado Feminino. Saiba como!

Sou Erika, facilitadora de Círculos de Mulheres e Guardiã do Círculo feminino “A Senda da Deusa”. Atualmente meu trabalho está focado em ajudar mulheres a resgatar sua integridade e equilíbrio e a desenvolver seus infinitos potenciais e é por isso que escrevo esse artigo.  E é por isso que quero te contar que a cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso psíquico perdido está nas histórias.

Mas de que se trata o tal famoso “Sagrado feminino” que tanto se fala hoje em dia?

Bem, houve um tempo em que Deus era uma Deusa. Houve um tempo em que essa Deusa era venerada pelos seus atributos amorosos. Houve um tempo em que as mulheres eram adoradas por representarem a Deusa na terra.  Ora, se é a mulher que gera a vida, essa entidade criadora só poderia ser… uma entidade feminina.  Nesses tempos, não se tinha o conhecimento da participação de homem no processo de fecundação e, para as sociedades, a mulher era a única genitora do milagre da vida.

Por muitos e muitos anos, muito mais que você possa imaginar, as sociedades respeitavam e admiravam os atributos da Deusa e das Mulheres e, dessa forma, viviam harmonicamente em sociedades chamadas matrifocais ou matriciais. Nessas sociedades, mulheres e homens tinham funções bem definidas e as mulheres ocupavam um lugar de destaque, no “centro” dessa sociedade. Eram sociedades cooperativas e pacíficas, profundamente conectadas com os ciclos da natureza.

Mesmo sendo tempos distantes, eles foram muito significativos para humanidade e deixaram marcas em nosso inconsciente, no inconsciente partilhado pela humanidade chamado “Inconsciente Coletivo”.

O Retorno da Deusa

Destes tempos distantes, ainda recebemos a influência, mesmo que você não tenha consciência disso. Em meio a tanta guerra, competição e desavenças, o mundo está clamando por mais amor, por mais compreensão, por mais acolhimento. O mundo está clamando pelos atributos femininos outrora venerados. O mundo clama pelo abraço da Deusa, da mãe nutridora que existe em cada um de nós, mulheres ou homens.

Esse é o retorno da Deusa, esse é o retorno do Sagrado Feminino!

Cada vez mais, mulheres (e homens!) buscam nos círculos inspiração, desejosos de um espaço acolhedor: o “colo” da Deusa. As mulheres buscam regatar o seu Sagrado Feminino e o seu poder. Não se trata de um poder sobre o outro do modelo patriarcal, mas o poder sobre si mesma: sobre as suas qualidades, seus talentos, seus dons. Sua origem mais essencial de Deusa!

As Histórias como medicina

Hoje em dia, cada vez mais mulheres se reúnem em círculos, “relembrando” intuitivamente aqueles tempos. Nos círculos, em um espaço mítico e mágico, fazemos rituais, tessituras e… Contamos histórias!

Sim, é verdade: através de histórias podemos recuperar o sagrado.

Clarissa Pinkola Estés, em seu livro “Mulheres que Correm com Lobos”, nos traz verdadeiros manuais de como recuperar o sagrado nas mulheres.

Ela nos ensina que os contos de fadas, os mitos e as histórias proporcionam uma compreensão que aguça nosso olhar para que possamos escolher o caminho deixado pela natureza selvagem. Ou seja, um verdadeiro mapa para acessar a nossa essência sagrada.

Ela nos conta que as instruções encontradas nas histórias nos confirmam que o caminho não terminou, mas que ele ainda conduz as mulheres mais longe, e ainda mais longe, na direção do seu próprio conhecimento.

“Mulheres que Correm com Lobos” é um resgate das pérolas daqueles tempos que te contei no início desse artigo. De tempos de Mulheres Sagradas. Contos femininos que continham instruções sobre o sexo, o amor, o casamento, o parto, a natureza, a morte e a transformação e que foram perdendo a sua verdadeira essência ao longo dos tempos frente a nova cultura patriarcal cristã.

Foi assim que se perderam muitos dos contos, contos femininos iniciáticos, que desvendam o drama da alma de uma mulher e as ajudam a reconstruí-la.

Dentre centenas de histórias garimpadas durante décadas, Clarissa traz em seu livro uma seleção de contos que irão conduzir a mulher de volta ao seu lar sagrado, ao templo da sua alma.

Em um mundo sem computadores, sem redes sociais, sem livros e ainda, sem cartas, sem correio ou até mesmo sem escritas, a tradição oral foi a responsável por trazer até nós esse tesouro valioso: o tesouro que nos conduz a nossa essência sagrada e selvagem. Se foi possível naqueles tempos, será ainda mais possível nos tempos atuais. Será possível através dos Círculos de Mulheres. Será possível através da contadora de histórias que habita em nós. Será possível através da mulher desperta em VOCÊ!!

E o futuro se une ao passado através das histórias: histórias-mapa de mulheres sagradas e selvagens!

Eu sou Erika e assim falei!

Erika Mendel 

Terapeuta Especialista em Psicologia  Junguiana
Contato: 21 993173498

Se você sente o chamado selvagem, agende uma entrevista  e inicie essa jornada de autoconhecimento! Disponibilidade para atendimentos com valores social através de plataformas remotas. Venha! 

Correndo e dançando com os Lobos – Como acessar a sua verdadeira essência: a Alma Selvagem!

Sou Erika, sou mulher, sou sagrada. Sou loba e sou selvagem! Me descobri selvagem não tem muito tempo, embora saiba que sempre fui. Só que não sabia! Assim como eu, muitas mulheres ainda não se descobriram selvagens. Acho que é por que nem sabem o que significa ser selvagem. Bem, vou te contar como eu descobri, na certeza que você também pode descobrir a sua essência!

Antes, gostaria de compartilhar com você qual é a minha missão, pois assim você vai entender melhor esse contexto. Minha missão é “Facilitar, inspirar e compartilhar amor”. Atualmente meu trabalho está focado em ajudar mulheres a resgatar sua integridade e equilíbrio e a desenvolver seus infinitos potenciais. É por isso que reúno mulheres em Círculos para caminharem juntas através da “Senda da Deusa” (Caminho da Deusa) pois acredito no coletivo e na cura coletiva.

Há alguns anos, fui apresentada ao Livro “Mulheres que Correm com Lobos” por uma amiga terapeuta. Ela curiosamente falou que o livro seria para mulheres “acima de 30”. Na época não entendi o porquê, mas como já tinha uns 32, eu “me achei capaz”. E foi assim que descobri minha alma anciã, a minha sábia, a Baga Yaga interior, a minha La Loba que tudo sabe. Aprendi que não se trata de idade cronológica e sim de idade da alma. Se trata de iniciação.

E o que seria essa mulher selvagem?

Lá, nos meus 32 anos, te confesso que tive um pouco de dificuldade, pois meu conceito sobre selvagem era equivocado. Sei lá, associava a algo violento e pensava qual a vantagem de ser assim. Mas ao adentrar minha floresta interior através da leitura fui descobrindo o verdadeiro conceito da “mulher selvagem”.

Clarissa ao estudar diversas espécies, descobre nos lobos a essência da mulher:  Os lobos saudáveis ​​e as mulheres saudáveis ​​compartilham certas características psíquicas tais como o espírito lúdico, os dois são sociáveis ​​por natureza e possuem grande força e resistência. Duas espécies em conexão com a Criatividade, Vitalidade, Afetividade, Sexualidade e com a Transcendência.

Quando estamos na nossa natureza selvagem, nos tornamos nosso próprio oráculo pois nos contatamos com a nossa vida intuitiva, criativa, visionária e sabemos exatamente o que fazer. Já não somos mais alvos para predadores e nossa vida floresce: pessoal, relacional, profissional. Isso não é mágica. Isso é conexão!

E assim, o Livro se tornou tudo para mim…

Lágrimas, partilhas e muita dança. Sim! Fiz com que o livro dançasse e que as mulheres dançassem e cantassem, inspiradas em seus contos. Um grande baile, um baile inebriantemente transformador: “Mulheres que Dançam com Lobos”. Um trabalho de minha autoria, onde uso a Biodanza como metodologia para trazer para a vivência e para a corporeidade, o conteúdo potente do livro, de seus contos e das análises da Clarissa. Esse casamento, foi perfeito: “Mulheres que Correm com Lobos” e Biodanza, pois tanto Clarissa quanto Rolando Toro (criador da Biodanza) nos ensinam como reaprender as funções originarias da vida: OS INSTINTOS!

Já são mais de 500 mulheres de vários países, que passaram por esse processo de crescimento interior: dançaram com lobos, fizeram descobertas e puderam experimentar o florescimento da alma selvagem.

“Mulheres que Correm com Lobos” se tornou material didático, não só para esse trabalho como também para os meus círculos de vivências. Círculos Sagrados, onde cada personagem inspira a mulher, também sagrada, a recuperar a sua alma selvagem; onde cada personagem inspira a mulher a se voltar para sua vida instintiva, pois é lá que se encontra a sua sabedoria mais profunda.

Minha vida profissional se mescla com minha vida pessoal e a partir dessa alquimia profunda vou bebendo do néctar sagrado e selvagem, alimentando assim a minha alma-loba. Assim, vou honrando meus mestres, me aperfeiçoo e cresço. Cantando, correndo e dançando sempre na companhia do Lobos.

Eu sou Erika e assim falei!

Erika Mendel 

Terapeuta Especialista em Psicologia  Junguiana

Contato: 21 993173498

Se você sente o chamado selvagem, agende uma entrevista  e inicie essa jornada de autoconhecimento! Disponibilidade para atendimentos com valores social através de plataformas remotas. Venha! 

O Resgate da Natureza Selvagem da Mulher

Sensações de vazio, fadiga, medo, depressão, fragilidade, bloqueio e falta de criatividade são sintomas cada vez mais frequentes entre as mulheres modernas, assoberbadas com o acúmulo de funções na família e na vida profissional.  Esse problema, no entanto, não é recente, ele veio junto com o desenvolvimento de uma cultura que transformou a mulher numa espécie de animal doméstico.

A fauna silvestre e a Mulher Selvagem são espécies em risco de extinção pois a natureza instintiva da mulher foi reduzida e relegada às regiões mais pobres da Psique, à semelhança da fauna silvestre e florestas virgem. Vamos escavar as ruínas do mundo subterrâneo feminino e resgatar nossos recursos mais profundos da mulher.

Uma vez que que você mulher recupere a sua essência selvagem, você lutará com garra para mantê-la, pois com ela suas vidas criativas florescem; seus relacionamentos adquirem significado, profundidade e saúde; seus ciclos de sexualidade, criatividade, trabalho e diversão são restabelecidos; você deixará de ser alvos para as atividades predatórias dos outros; pois segundo as leis da natureza, temos igual direito a crescer e vicejar.

Seu cansaço do final do dia dever ter como origem o trabalho e esforços satisfatórios e nutritivos, e não o fato de viverem enclausuradas num relacionamento, num emprego ou num estado de espírito pequenos demais. Você saberá instintivamente quando as coisas devem morrer e quando devem viver; você saberá como ir embora e como ficar.

O título do Livro Mulheres que Correm com Lobos foi inspirado em um estudo de Clarissa Pinkola Estés, analista Jungiana,  sobre a biologia de animais selvagens, em especial os lobos. Ela faz uma analogia entre lobos saudáveis e as mulheres saudáveis: as 2 espécies quando saudáveis têm certas características psíquicas em comum tais como percepção aguçada, espírito brincalhão, elevada capacidade para a devoção, são gregários, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Tem experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e extrema coragem.

Tanto as mulheres quanto os Lobos, foram alvos de desqualificações sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus difamadores. Ambos, foram perseguidos e lhes foram roubados seus territórios de expressão de vida, erradicando assim tudo o que fosse instintivo, sem deixar que dele restasse nenhum sinal.

Assim como as ONG´s que defendem, protestam e lutam pelos animais e florestas em extinção, nós mulheres estamos sendo convidadas para resgatar a nossa floresta interior de onde brotam a nossa verdadeira essência da alma feminina.

O Resgate da Natureza Selvagem da Mulher

Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma intuitiva, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos interior e exterior. Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem, a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça, essa instrutora, mãe e mentora selvagem dá sustentação às suas vidas interior e exterior.

Disso se trata uma Mulher Selvagem, ou seja uma mulher saudável em sintonia com o seu feminino.